Tomar decisões por outro adulto

Hoje em dia é proibida a venda de tabaco e bebida alcoólica a menores, até aqui todos podemos concordar, ou até concordamos de todo. Estamos a tomar decisões por eles, mas é uma boa causa e confiamos todos que será pela saúde das nossas crianças e adolescentes. No entanto, vamos fazer um outro exercício: poderemos nós ou qualquer pessoa recusar vender um chocolate a uma pessoa adulta obesa? Saberemos nós o melhor para o outro só porque achamos que sim? Saberemos nós melhor que a própria pessoa o que será melhor para ela?

Então o que é que nos dá o direito de querer decidir o que é melhor para uma mulher grávida ou no parto ? Porquê essa infantilização da mulher numa das fases mais bonitas da sua vida? Porquê que quando ela quer ser somente respeitada vê e sente os seus direitos serem-lhe negados, sem qualquer explicação apenas de que será o melhor para o seu bebé. Não quererá sempre uma mãe o melhor para o seu bebé? A pessoa grávida tem direito a decidir como e onde quer ter o seu bebé, tal como a decidir quais as intervenções que quer no seu parto e, tem direito a ser informada de tudo.Temos de confiar mais na capacidade de decisão da mulher, das pessoas grávidas. Elas têm discernimento para decidir como qualquer outro adulto mesmo durante a gravidez.

~ Carolina Coimbra, associada.

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